segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Quando você se sente "matando um leão por dia" é porque alguma coisa não está certa.
Se seus momentos de felicidade não estão no seu trabalho, nem na sua casa, nem na sua cidade é porque está praticamente tudo errado.
Se você não consegue acordar de manhã e pensar no como é bom estar saudável e poder levantar da cama, é porque não tá nada bom.
Quando você é taxada como a pessimista, a infeliz e a estressada é porque as coisas desandaram de vez.
O problema maior é que no meio disso tudo você se sente tão afogada na sua infelicidade que não consegue clamar por socorro, e admitir qualquer uma dessas coisas fica fora de cogitação.
Fica mais difícil ainda quando no meio de tudo você dá um sorriso e pra todos fica parecendo que está tudo bem, e se você pedir ajuda ninguém vai entender como que de repente você ficou tão mal.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Meninos

Não acho que tive azar com os meninos.
Quando tinha uns 14 anos e comecei a olhar para os garotos de outra forma, pois até essa idade normalmente a gente odeia os garotos "aquelas pestes ridículas", eu comecei a dar a entender que "olha eu não te odeio, tô te ajudando com a tarefa de português, sorri pra você a maior parte do tempo, e fiquei vermelha quando você encostou na minha mão".
E mesmo quando com 15 anos conheci um cara de 21 que me dizia as coisas mais lindas, me prometia um mundo e que no final das contas tinha uma namorada que queria me bater, e eu só disse "Desculpa, mas você devia querer bater nele, era ele que mentia pra você, eu não quero te menosprezar mas eu nem sabia que você existia!". E além de tudo esse foi o meu primeiro beijo. Nem assim eu acho que tive azar.
Teve a excursão da escola pra Belo Horizonte que minhas amigas não foram e eu não tinha com quem sentar no ônibus e que o menino mais lindo da turma, aquele loirinho do olho azul que todas as menininhas suspiravam, me chamou pra sentar com ele, e que no meio da viagem de ida segurou minha mão e disse baixinho "eu gosto de você, mas nunca consegui dizer!" e eu meio que congelei, e ele chegou pertinho e me beijou com tanto carinho, andou de mãos dadas a viagem toda, ria das minhas piores piadas, me fez andar com o grupo de amigos dele, me incluía na conversa e que no final da viagem quando a gente voltou para casa ele me disse: "foi só na viagem, daqui pra frente não tem como, a gente é muito novo pra namorar." e eu respondi "Nem pensei da gente namorar.". E era tudo mentira minha, mas ele não precisava saber. Nem assim.
Lógico que sofri, chorei, gritei, fiquei muda, fiquei machucada, fiquei cautelosa, me valorizei, me desvalorizei, deprimi, encontrei conforto com meus amigos, encontrei outras paixões.
Tiveram namoricos rápidos de alguns meses. Namoro a distância. Namoro virtual, e nem adianta me julgar porque todo mundo já teve, ainda que não admita. Namorei cafajestes de marca maior. Namorei sem gostar. Namorei loucamente apaixonada. Namorei sério e com intenções de casar. Fiquei com alguns belos rapazes, alguns safados, alguns queriam namorar, alguns eu queria namorar.
De tudo isso, ainda assim tenho certeza que não tive azar com os garotos/rapazes/homens. Sobrevivi a eles, aprendi com eles. Cada um com seus defeitos, qualidades, habilidades e idéias. Se lendo isso alguém achar que "nossa, quantos rapazes!" não se engane as vezes um deles continha mais de 1 característica citada acima. Se você que me conhece achar que sabe quem é cada um deles, não se engane.
E como eu digo sempre "de tudo fica um pouco". E ficaram, ainda que só nas lembranças e em pequenos aprendizados.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Minha Amizade

Eu sempre sinto tudo de forma exagerada.
Quando começo uma amizade eu quero estar com aquela pessoa o máximo de tempo que eu posso, quero sair pra ir ao cinema, jantar, sair pra dançar, tomar café, fofocar...
E o amigo que consegue passar tanto tempo assim comigo eu agarro e não quero mais largar.
E então depois de um tempo as vezes eu fico repetitiva, grudenta e chata. Sim, ainda estamos falando de amizade.
Mas isso não é pra todos, dependendo do amigo e de como ele encara a amizade eu sou uma boa amiga, prestativa, sincera e de um humor peculiar.
Tudo depende dos olhos de quem vê.
E se eu pudesse adivinhar no início de uma amizade quem vai me achar chata depois de um tempo, juro que nem começava essa relação.
Porque quando me dou conta que estou sendo considerada chata por alguém que eu amo tanto, eu me sinto a pior pessoa do mundo.
Isso só piora a cada vez que tento retomar o sentimento inicial da amizade, e a cada não-resposta, a cada não-sorriso e a cada silêncio, meu coração se parte em pedacinhos, porque meu sentimento pela pessoa permanece ali intacto, mas a recíproca não mais é verdadeira.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

música

sempre que alguém me pergunta de que tipo de música eu gosto eu nunca sei responder. gosto de tanta coisa:

de um rock quando estou com nervosa que aí eu canto gritando e o nervoso passa.

de um forró pra dançar juntinho.

de música eletrônica quando tenho muitas coisas na cabeça, que aí aqueles sons não me deixam ouvir nem meus próprios pensamentos.

de um samba pra sambar e marcar o compasso do coração.

de música clássica pra acalmar e descansar.

de um funk pra sensualizar.

de mpb pra sentir o orgulho de ser brasileira.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Amo a imperfeição dele, que de tão única se torna perfeita.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Estou sozinha sem estar, e estando sempre estarei acompanhada.
Junto à dor da solidão tenho as lágrimas, o vazio e o medo.
Medo do tempo que passa e eu aqui ainda só.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

27 de setembro de 2010

No meio do meu caminho não haviam pedras, em cada encruzilhada somente as escolhas.
Escolhas tão minhas e que agora parecem todas erradas.
O problema é que não sei pra onde voltar pra então tomar o rumo certo.
Então cá estou novamente numa encruzilhada nova, seguir em frente escolhendo outro caminho, ou tentar voltar de onde acho que errei?
Mas e se eu não errei? E se esse caminho torto é mesmo o meu?
Vou seguindo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Presente

Ganhei hoje de presente, assim de repente, do Léo Fardim essa lindeza e quis compartilhar aqui, com os amigos:


Dani, ela.

Ela é moça
Linda moça, roda fofa, suspira
Ela é bela
Bela moça, roda encanta

Ela é sábia
Sábia, bela de sorriso longo
Ela é fofa
Formosura linda, encanta

Ela é séria
Séria moça, contenta o incapaz
Ela é rosa
Rosa linda, pinta rosto pro rapaz

Ela acompanha
Companheira distante, perto está
Ela é frágil
Valente guerreira, ai de quem afrontar

Ela é sábia
Sabe a palavra, sorriso sempre no olhar
Ela é doce
Não há quem não venha gostar

Cuidado moça, olha o caco de vidro...
Ela sabe onde pisa!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sobre o medo de adoecer


Enquanto se está saudável e se pode fazer tudo não damos o valor devido a pequenas coisas como poder sair com os amigos pra dançar, beber a quantidade de cachaça/vodka/tequila que desejar, comer porcarias gostosas, ou simplesmente se olhar no espelho e se sentir bem consigo.
Quando de repente você é acometido por algo que te impede de aproveitar as pequenas coisas, você se sente incomodado e incapaz, incapaz de fazer coisas tão tolas que não foram valorizadas enquanto era tempo.
Qualquer impossibilidade, por menor que seja, é tão incômoda.
Tanta gente acredita que adoecer é uma espécie de castigo divino, até pode ser. Eu acredito que adoecer é recomeçar de forma diferente.
O recomeço não vem depois da cura, depois da cura vem o alívio. O recomeço é quando você sabendo que está doente exige de si uma nova postura em relação aos seus hábitos e costumes.
Muita gente tem medo da morte, mas a morte por si só é até uma coisa simples, medo mesmo eu tenho é de adoecer, sofrer dores impossíveis de agüentar, definhar, ver as pessoas sentindo pena de mim, é disso que eu tenho medo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009


como pode ser que você, assim só de me olhar, faça meu corpo todo tremer e minha cabeça girar?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

ele, o revolucionário

já fui pegada, arranhada, mordida e comida.
já fui delícia, preguiça, malícia e omissa.
já fui aquela, a outra, a boba e a bandida.
já fui tantas, pra tantos e nunca tive parada
já quis tudo e todos e hoje estou acostumada
de outros e muitos, hoje sou amada.
entre bons e ruins salvou-se o intermediário
o que não acredita no vigário,
o revolucionário.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

carta pro céu

Vô,
Não vou fazer um poema triste porque foi você que me ensinou o que é felicidade. Ou melhor, nem poema vou fazer, pois foi você que disse que "se é pra falar de coração pra coração nenhuma rima é boa o suficiente". Então vamos de prosa, e prosear é coisa que você fazia de melhor...
Olha Vô, nesses 7 anos que você foi passear pros cantos de lá, tanta coisa aconteceu. O Seu José da sapataria anda meio esquecido e vez ou outra me pergunta onde o foi que se meteu o Seu Areno, e eu nunca sei como dizer pra ele que o o senhor se foi, e cada vez que eu conto é como se o senhor morresse um pouco mais (odeio falar que o senhor morreu). Ih vô o senhor nem sabe, lembra que sempre dizia "quando você arrumar um namorado..."? Pois é eu arrumei, nesses 7 anos foram 2 os namorados e eles não ficaram, bem que o senhor dizia que ia ser época difícil na minha vida essa de "namorados", mas apesar da dificuldade e de não ter seus conselhos, eu fui me virando e hoje estou feliz de ter o namorado, aquele que o senhor dizia que ia chegar um dia e eu ia saber que é ele.
Poxa Vô, o senhor foi cedo demais e deixou a Vó muito triste, mas ela num ficou aqui sofrendo muito tempo também, logo depois que o senhor foi passear no céu ela foi morar aí também, mas olha não precisava chamar ela tão cedo, a gente aqui ficou tão triste de perder vocês dois em menos de 1 mês...
Mas não vou ficar falando de tristeza, vou encerrar aqui lembrando de todos os momentos que de felicidade que o senhor me proporcionou, quando me ensinou a boiar no mar, quando me disse sem que ninguém soubesse que eu era a neta mais "chegada" e que era a mais parecida com o senhor (como eu fiquei orgulhosa de mim), lembro também de chegar na sua casa e ver o senhor descascando 3 laranjas em cima da cama, e a vó brigando com o senhor porque os lençóis ficavam cheirando a laranja sempre, das suas tentativas frustradas de me ensinar a andar de bicicleta, de todas as tardes de domingo sentada na cama do senhor com a vó do lado... Vixi, melhor não ficar rememorando tanta coisa, que já sinto aquele apertinho no peito, aquela angústia que me dá de sentir a falta do senhor.
Vou sempre lembrar do senhor, e de tudo de bom que o senhor fez por mim, e sei que vai continuar fazendo daí.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

cedo

Todas as manhãs que acordo ao seu lado são de uma beleza imensa. Acho que é pelo fato de que todas essas manhãs são repletas de olhares, sorrisos e mãos... Sem nenhuma palavra.
E não me importa se são cinco da manhã, por você acordaria até mais cedo só pra ficar horas na preguiça dos seus braços, nos carinhos que nunca acabam, nas bocas que se beijam, e nos olhos que me fitam.
E quando o despertador enfim tocar, as sete da manhã, tocando aquela música que você detesta "Please don't stop the music...", eu vou rir da sua cara fechada e você mais do que de pressa vai rir também, me beijar mais um pouco, cheirar os meus cabelos como sempre e vai se levantar, ainda meio tonto, esfregando os olhos e acendendo a luz minha cara.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

(não)

Agora que o feito não pode ser desfeito, que a dor tomou conta de nós dois, só que dessa vez você pra um lado e eu pro outro, agora vamos ver o que a vida nos reserva. Já sabemos que não nos reserva aquilo tudo que planejamos, sabemos bem que aquilo tudo nunca ia acontecer, e se acontecesse não seria tão bonito quanto parecia.Eu sou silêncio, você é o som, sou luz e você escuridão... Um não existe se o outro também não existir, mas também um não vive junto ao outro.

terça-feira, 7 de julho de 2009

História Comum - Parte III

Tenho passado os dias meio aérea, em vários lugares que vou durante o dia sinto que na verdade não estou em lugar algum. Acho que meu problema é não estar totalmente com os pés no chão. Ando esperando encontrar uma paixão avassaladora de repente na rua. Desde meu rompimento com Robert a 4 meses não tenho saído com ninguém.

Hoje dia de faxina, como todos os outros sábados, apesar de que nos últimos 4 ou 5 sábados a preguiça tomou meu corpo inteiro, mas hoje não tenho como escapar já que existem calças jogadas pelo chão do banheiro, capas de cds e dvds sobre a cama e poeira por todos os móveis. Ando precisando aliás tirar a poeira também de dentro de mim, tô me sentindo um móvel velho largado em algum canto.
Por mais que eu tenha passado por alguns relacionamentos bons, eu nunca me sinto completamente bem, sempre fico procurando um motivo para sair dele, pra mudar de rumo uma história que já tem um caminho quase definido. Sou uma inconformista perene. E talvez uma eterna solitária.

domingo, 10 de maio de 2009

História comum - Parte II

Colocando meu vestido preto com alças pratas, percebi que não tinha vontade nenhuma de sair hoje, e não era só desânimo em sair, era desânimo de encontrar o Robert. Já saímos juntos a 2 ou 3 meses e ele só fala de dinheiro, de novos planos, de futuro, acho que ele não sabe viver o dia de hoje está sempre pensando no amanhã.

Outro dia fiquei surpresa quando no meio disso tudo ele me incluiu nos planos para o próximo verão.
-Nós vamos ao litoral no próximo verão. - disse ele firme na decisão
- Nós? Vamos?
- Sim.
Não tenho certeza do porque fiquei tão confusa, não sei se foi a parte do "nós", ou se foi por ele ter tomado decisões e ter feito planos sobre o meu verão.

Apesar de já estar pronta para sair pensei melhor e resolvi não sair hoje, afinal não tenho vontade de sair e não posso querer sair só pra agradar um homem que decide as coisas por mim sem nem ao menos me perguntar.
- Robert? Sou eu, Mabel.
- Oi! Já está pronta? Saio de casa em 10 minutos.
- Então, não quero sair hoje.
- Não?
- Estou meio cansada e com a cabeça cheia de problemas. Podemos deixar pra depois?
- Fiz reserva a 2 semanas, difícil trocarem a data em cima da hora, não acredito. Tchau.
- Tchau. - acho que foi a última vez que falei com ele.

Colocando minha velha roupa de dormir comecei a pensar nos meus últimos "relacionamentos", se é que podem ser assim chamados. Me dei conta que nunca me apaixonei, acho que nem sei o que é se apaixonar por alguém, nunca fiquei louca e impulsiva.
Será que posso escolher me apaixonar agora? Parece uma experiência totalmente nova e aventureira. Quero muito e agora!

Sonhei com o rapaz do parque essa noite. Como era mesmo o nome dele? Beni!

sábado, 14 de março de 2009

História comum - Parte I

Acordei com o sol fraco e muito amarelo faiscando suave pela fresta da cortina azul marinho. Era inverno, apesar de nada indicar isto. Coloquei meus jeans preferidos e confortáveis, uma camiseta branca, aquele All Star que um dia já foi branco, amarrei meu casaco azul na cintura e saí.
Eu caminhava pelo parque alheia a tudo ao meu redor, os peixes da lagoa, os rostos que passavam em volta sempre apressados. Em meu pensamento o "nada", não pensava em escola, trabalho, futuro, e assim não pensando em nada de repente um tropeço, antes de cair no chão algo me envolveu e segurando-me olhou nos olhos. Moreno claro, não tão alto, olhos esfuziantes, cabelos despenteados e muito pretos, as maçãs do rosto bem acentuadas, um queixo firme e levamente quadrado.
Nem percebi que ele havia me colocado de pé novamente, e também não reparei que eu olhava tão fixamente seus olhos, que agora me analisavam.
- Perdão, estava destraída.
- Hmmm, tudo bem mas não precisa me pedir desculpas você tropeçou nos próprios pés, eu acho - disse ele sorrindo - Teve sorte do meu reflexo estar bom, ainda mais a esta hora da manhã.
- Então, obrigada - disse mostrando meu sorriso de agradecimento, que mais parecia um sorriso de encantamento.
- Se precisar de alguém para te segurar denovo, foi um prazer. - falou num tom de deboche misturado com simpatia.
Me perguntei se ele estava flertando comigo ou se estava debochando de mim por ser tão desastrada, não consegui pensar no que dizer e só balancei a cabeça assentindo uma vez e dei um sorriso tímido, quando me preparava para virar as costas no intuito de continuar com aquela caminhada sem motivação. Foi então que ele segurou meu braço com firmeza, mas sem me machucar.
- Ei! Meu nome é Beni, qual é o seu? - sorriu simpaticamente.
- Er... Mabel.
- Está indo para onde, quer uma carona? - apontando para uma bicicleta recostada num banco a alguns metros de distância de nós.
- Não vou a lugar nenhum, só estou andando.
- Quer companhia ou é uma caminhada solitária?
- Você sempre faz tantas perguntas assim?
- Desculpe, acho que fiquei meio apressado de repente. - disse ele meio sem graça.
- Não quis parecer rude. - na verdade quis só um pouco, afinal não sei quem ele é, e ele já quer saber para onde vou, porque vou. E se ele for um maníaco? Psicopata, tarado? Mas então olhei novamente seus olhos e desisti de qualquer dessas hipóteses.
- Eu não costumo ser assim tão apressado, mais uma vez me perdoe. Sempre estou por aqui nesse horário, se por acaso quiser me ver novamente, apareça. Prometo não ser assim tão invasivo. - ele se virou caminhando lentamente até a bicicleta, levantou-a e saiu caminhando carregando-a de lado.
- Tchau. - disse por fim, mas já era tarde para que ele ouvisse.
Continuei a caminhada por alguns minutos mais, mas agora minha mente estava cheia de perguntas sem respostas e hipóteses variadas.
- Vou vê-lo denovo? - sussurei para mim mesma no caminho de volta para casa.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sempre quis ter boa voz
Para cantar como meu amor por você é feroz.
Quis (e tento) fazer pra ti mil poesias
mas acabam todas vazias
rima não é meu forte.
E tenho muita sorte,
no meio de tantos, você
entre todos os olhares
quando o meu encontrou o seu
foi como estar no céu
depois de tantos beijos, sua boca
tantas história depois, a nossa
um começo simples, como bossa
nosso próprio filme de amor, com pipoca.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Câncer com Câncer

Ser de Câncer é como ser inteiro feito de amor.
Canceriano cego de amor profundo, canceriano sofre mais que todo mundo.
Todo canceriano observa mais do que age, mas age muito mais do que fala.
Canceriano tolo, bobo, carinhoso...
Câncer é uma palavra forte, lembra dor, sofrimento, uma doença.
Mas ser canceriano é suave, é bonito e quase sempre alegre.
Sou canceriana de corpo, alma e principalmente coração de manteiga.
Eu e ele, um só signo, um só coração apaixonado por outro canceriano.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

- Você não acha que seu blog é um pouco água-com-açúcar não?
- AH! Tudo que é docinho e simples me agrada...
- Precisa colocar seus escritos mais fortes, mais marcantes.
- Que nada, esses eu guardo para serem cuspidos entre dentes com aflição, necessidade e ódio.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Em 24 de dezembro

Por tentar mil vezes ser alguém que não eu, acabo mil e uma vezes ser mais eu do que imagino.
É tudo tão complexo e relativo, deixo pensamento vagos pelas ruas por onde passo, deixo meus neurônios ouriçados e logo depois esqueço o porque de tanta agitação.
Neurose, psicose...
Estou cansada e insatisfeita, com todos os outros, com todos os tolos.
Meu olhar, nada superior, analisa as mãos, bocas, e dentes... Aqueles olhares me olhando de volta nada inocentes.
Rimas sem sentido, vida sem motivo, solidão, confusão, melhor eu tentar dormir, fecho os olhos e o meu mundo sai do chão.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Menininho

Este dia chuvoso, feio e corrido
Quero sair correndo, procurando um abrigo
Que seja nos seus braços, melhor aconchego
Preciso de sossego
Sonhei contigo noite passada
E acordei desesperada, assustada
Olhei para o lado e nada...
Onde está você?
Sinto que está perto, mas onde?
Não se enconde de mim
Deixa sentir seu cheiro, seu calor
Seu olhar me analisando, me despindo
sem pudor.
Me leve pra nossa casa, nossa vida
que hoje só nos sonhos habita.
Vem chegando de mansinho,
Eu te amo menininho...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sempre Mais

realize sonhos esquecidos.
encontre velhos amigos, faça novos amigos.
não seja leviano com o coração dos outros,
não se preocupe demais com o futuro, viva o hoje!
rasgue velhas cartas de amor, guarde as lembranças,
sonhe com algo impossível.
seja otimista sempre, a vida só dá errado se você pensar que ela pode dar,
viva, sonhe, sempre ame.
não aconselhe demais os outros, se conselho fosse bom a gente vendia.
não durma mais do que deve, aproveite mais o seu tempo, TEMPO, é precioso demais você nunca saberá quando vai perdê-lo pra sempre.
não tenha medo da morte, talvez ela seja só uma passagem pra outra vida, ou não.
não tenha medo do escuro, ele só esconde o que você já viu quando a luz estava acesa, ou não.
sempre busque a felicidade, mas não esqueça de viver, viver é o melhor caminho para encontrar a tão sonhada, esperada e idealizada FELICIDADE.
mesmo que nós estejamos bem, sempre estaremos querendo mais: mais felicidade, amor, paz, tranqülidade, um pouco mais de dinheiro, mais cinco minutos de sono. mas sempre SONHE.

_____________________________

Após essa leitura, indico esta música: Alexia Bomtempo - MAIS

sábado, 11 de outubro de 2008

Ahhh l'amour

O amor e a dor, são sentimentos tão parecidos que até rimam em poema de amor perdido.
De tanto todos dizerem que não existe amor sem dor e sofrimento, isso é quase lei, mas digo com conhecimento de causa que há sim um amor livre do sofrer, amor simples e bonito, amor-companheiro, intenso e feliz pelo simples fato de ser amor.
Amor que foge às tendências do mercadológico mundo moderno, que hoje as pessoas são como objetos: "Peguei 5 noite passada".
Além disso ainda existe a tal banalização do amor, ora essa minha gente como pode um sentimento tão bonito assim ser dito assim pra qualquer um?!
Então, pegue ou cate quantas ou quantos quiser, se entregue a qualquer um(a), e assim continue só sonhando (ou sonhando só) com o verdadeiro amor eterno (sim, ele existe).

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

um pouco de nós

sempre que estou ao seu lado
meu coração acelerado
de repente pára
(tutum, tutum...tum...)

o tempo não é amigo
sempre que estou contigo
ele corre
(tictactictactictac)

meu amor por você
seu amor por café
eu querendo te morder
você rindo do meu pé

é eterno, verdadeiro
um amor companheiro
sereno e confiante
meu amor, meu amante.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Quem Sou Eu

perdi muito tempo tentando descobrir o que sou, mas ainda tenho muito o que ser.
certas vezes sou menina, outras tantas sou mulher,
sou pequenina mas sei ser grande se quiser.
já quis algo e não pude ter,
desejei nunca perder,
mas nessa vida de batalha falhas podem acontecer.
vou vivendo desejando o que de melhor a vida quiser me conceder.
e assim sou Daniela, muito prazer!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

na repetição da vida

Fico eu pensando como seria minha vida, se minha vida fosse outra, mas só consigo imaginar minha vida sendo vida de verdade, se na minha vida tiver a sua vida pra compartilhar uma nova vida juntos.

domingo, 20 de julho de 2008

sobre amor e liberdade

bebi do líquido amargo do teu corpo
sonhei que te fazia um amor louco
não estou querendo pouco
quero tudo e algo mais que valha
me cansei desses canalhas
quero ir pra outro mundo
que não seja assim tão sujo
quero lágrimas e dor
com um pouco de calor
quero sexo e coragem
quero toda a libertinagem
e também a liberdade
não quero contar a idade
vamos logo sem demora
uma fruta: amora
uma hora: agora
imediatamente a felicidade
sangue, suor e igualdade
quero desregramento
e que não tenha sofrimento
sonhar sem medo
quero orwell, piva e malatesta
vamos todos a uma festa
no inferno de todos os santos
aos trancos e barrancos
vou levando meu amor
por essas ruas sem pudor
e na nossa história
toda honra e toda glória
agora e para sempre
ao infinito e além.

sábado, 19 de julho de 2008

querer

bem me quer,
meu bem quer,
meu bem me quer,
quer o meu bem,
querubim.

meu bem querer,
quer me querer,
sem querer,
querendo querer,
quero você,
quer ser,
crescer.

sábado, 12 de julho de 2008

pra sempre adeus!

olha, ainda não é tarde!
pode ser amanhã depois, você quem sabe...
e agora, quer fugir?
então corra pra longe de mim,
não consegue ver que assim não vai mudar nada?!
não falarei mais com você,
mas dentro de ti ainda há muito mim.
suas coisas continuam iguais,
as minhas mudaram, com frete pago pra longe, muito longe de você.
eu saí da sua vida sem pedir pra voltar,
e por mim assim continuará.
pare de insistir tentando negar!
corre corre! some daqui, vá pra lá, não me torre!
fique aí com sua loira gelada, a morena quente agora está ausente!
sem carinho, você se perdeu no caminho.
agora não há tempo de voltar atrás
não quero te ver nunca mais!

adeus!