
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
ele, o revolucionário
já fui delícia, preguiça, malícia e omissa.
já fui aquela, a outra, a boba e a bandida.
já fui tantas, pra tantos e nunca tive parada
já quis tudo e todos e hoje estou acostumada
de outros e muitos, hoje sou amada.
entre bons e ruins salvou-se o intermediário
o que não acredita no vigário,
o revolucionário.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
carta pro céu
Não vou fazer um poema triste porque foi você que me ensinou o que é felicidade. Ou melhor, nem poema vou fazer, pois foi você que disse que "se é pra falar de coração pra coração nenhuma rima é boa o suficiente". Então vamos de prosa, e prosear é coisa que você fazia de melhor...
Olha Vô, nesses 7 anos que você foi passear pros cantos de lá, tanta coisa aconteceu. O Seu José da sapataria anda meio esquecido e vez ou outra me pergunta onde o foi que se meteu o Seu Areno, e eu nunca sei como dizer pra ele que o o senhor se foi, e cada vez que eu conto é como se o senhor morresse um pouco mais (odeio falar que o senhor morreu). Ih vô o senhor nem sabe, lembra que sempre dizia "quando você arrumar um namorado..."? Pois é eu arrumei, nesses 7 anos foram 2 os namorados e eles não ficaram, bem que o senhor dizia que ia ser época difícil na minha vida essa de "namorados", mas apesar da dificuldade e de não ter seus conselhos, eu fui me virando e hoje estou feliz de ter o namorado, aquele que o senhor dizia que ia chegar um dia e eu ia saber que é ele.
Poxa Vô, o senhor foi cedo demais e deixou a Vó muito triste, mas ela num ficou aqui sofrendo muito tempo também, logo depois que o senhor foi passear no céu ela foi morar aí também, mas olha não precisava chamar ela tão cedo, a gente aqui ficou tão triste de perder vocês dois em menos de 1 mês...
Mas não vou ficar falando de tristeza, vou encerrar aqui lembrando de todos os momentos que de felicidade que o senhor me proporcionou, quando me ensinou a boiar no mar, quando me disse sem que ninguém soubesse que eu era a neta mais "chegada" e que era a mais parecida com o senhor (como eu fiquei orgulhosa de mim), lembro também de chegar na sua casa e ver o senhor descascando 3 laranjas em cima da cama, e a vó brigando com o senhor porque os lençóis ficavam cheirando a laranja sempre, das suas tentativas frustradas de me ensinar a andar de bicicleta, de todas as tardes de domingo sentada na cama do senhor com a vó do lado... Vixi, melhor não ficar rememorando tanta coisa, que já sinto aquele apertinho no peito, aquela angústia que me dá de sentir a falta do senhor.
Vou sempre lembrar do senhor, e de tudo de bom que o senhor fez por mim, e sei que vai continuar fazendo daí.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
cedo
E não me importa se são cinco da manhã, por você acordaria até mais cedo só pra ficar horas na preguiça dos seus braços, nos carinhos que nunca acabam, nas bocas que se beijam, e nos olhos que me fitam.
E quando o despertador enfim tocar, as sete da manhã, tocando aquela música que você detesta "Please don't stop the music...", eu vou rir da sua cara fechada e você mais do que de pressa vai rir também, me beijar mais um pouco, cheirar os meus cabelos como sempre e vai se levantar, ainda meio tonto, esfregando os olhos e acendendo a luz minha cara.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
(não)
terça-feira, 7 de julho de 2009
História Comum - Parte III
Hoje dia de faxina, como todos os outros sábados, apesar de que nos últimos 4 ou 5 sábados a preguiça tomou meu corpo inteiro, mas hoje não tenho como escapar já que existem calças jogadas pelo chão do banheiro, capas de cds e dvds sobre a cama e poeira por todos os móveis. Ando precisando aliás tirar a poeira também de dentro de mim, tô me sentindo um móvel velho largado em algum canto.
Por mais que eu tenha passado por alguns relacionamentos bons, eu nunca me sinto completamente bem, sempre fico procurando um motivo para sair dele, pra mudar de rumo uma história que já tem um caminho quase definido. Sou uma inconformista perene. E talvez uma eterna solitária.
domingo, 10 de maio de 2009
História comum - Parte II
Outro dia fiquei surpresa quando no meio disso tudo ele me incluiu nos planos para o próximo verão.
-Nós vamos ao litoral no próximo verão. - disse ele firme na decisão
- Nós? Vamos?
- Sim.
Não tenho certeza do porque fiquei tão confusa, não sei se foi a parte do "nós", ou se foi por ele ter tomado decisões e ter feito planos sobre o meu verão.
Apesar de já estar pronta para sair pensei melhor e resolvi não sair hoje, afinal não tenho vontade de sair e não posso querer sair só pra agradar um homem que decide as coisas por mim sem nem ao menos me perguntar.
- Robert? Sou eu, Mabel.
- Oi! Já está pronta? Saio de casa em 10 minutos.
- Então, não quero sair hoje.
- Não?
- Estou meio cansada e com a cabeça cheia de problemas. Podemos deixar pra depois?
- Fiz reserva a 2 semanas, difícil trocarem a data em cima da hora, não acredito. Tchau.
- Tchau. - acho que foi a última vez que falei com ele.
Colocando minha velha roupa de dormir comecei a pensar nos meus últimos "relacionamentos", se é que podem ser assim chamados. Me dei conta que nunca me apaixonei, acho que nem sei o que é se apaixonar por alguém, nunca fiquei louca e impulsiva.
Será que posso escolher me apaixonar agora? Parece uma experiência totalmente nova e aventureira. Quero muito e agora!
Sonhei com o rapaz do parque essa noite. Como era mesmo o nome dele? Beni!
sábado, 14 de março de 2009
História comum - Parte I
Eu caminhava pelo parque alheia a tudo ao meu redor, os peixes da lagoa, os rostos que passavam em volta sempre apressados. Em meu pensamento o "nada", não pensava em escola, trabalho, futuro, e assim não pensando em nada de repente um tropeço, antes de cair no chão algo me envolveu e segurando-me olhou nos olhos. Moreno claro, não tão alto, olhos esfuziantes, cabelos despenteados e muito pretos, as maçãs do rosto bem acentuadas, um queixo firme e levamente quadrado.
Nem percebi que ele havia me colocado de pé novamente, e também não reparei que eu olhava tão fixamente seus olhos, que agora me analisavam.
- Perdão, estava destraída.
- Hmmm, tudo bem mas não precisa me pedir desculpas você tropeçou nos próprios pés, eu acho - disse ele sorrindo - Teve sorte do meu reflexo estar bom, ainda mais a esta hora da manhã.
- Então, obrigada - disse mostrando meu sorriso de agradecimento, que mais parecia um sorriso de encantamento.
- Se precisar de alguém para te segurar denovo, foi um prazer. - falou num tom de deboche misturado com simpatia.
Me perguntei se ele estava flertando comigo ou se estava debochando de mim por ser tão desastrada, não consegui pensar no que dizer e só balancei a cabeça assentindo uma vez e dei um sorriso tímido, quando me preparava para virar as costas no intuito de continuar com aquela caminhada sem motivação. Foi então que ele segurou meu braço com firmeza, mas sem me machucar.
- Ei! Meu nome é Beni, qual é o seu? - sorriu simpaticamente.
- Er... Mabel.
- Está indo para onde, quer uma carona? - apontando para uma bicicleta recostada num banco a alguns metros de distância de nós.
- Não vou a lugar nenhum, só estou andando.
- Quer companhia ou é uma caminhada solitária?
- Você sempre faz tantas perguntas assim?
- Desculpe, acho que fiquei meio apressado de repente. - disse ele meio sem graça.
- Não quis parecer rude. - na verdade quis só um pouco, afinal não sei quem ele é, e ele já quer saber para onde vou, porque vou. E se ele for um maníaco? Psicopata, tarado? Mas então olhei novamente seus olhos e desisti de qualquer dessas hipóteses.
- Eu não costumo ser assim tão apressado, mais uma vez me perdoe. Sempre estou por aqui nesse horário, se por acaso quiser me ver novamente, apareça. Prometo não ser assim tão invasivo. - ele se virou caminhando lentamente até a bicicleta, levantou-a e saiu caminhando carregando-a de lado.
- Tchau. - disse por fim, mas já era tarde para que ele ouvisse.
Continuei a caminhada por alguns minutos mais, mas agora minha mente estava cheia de perguntas sem respostas e hipóteses variadas.
- Vou vê-lo denovo? - sussurei para mim mesma no caminho de volta para casa.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Para cantar como meu amor por você é feroz.
Quis (e tento) fazer pra ti mil poesias
mas acabam todas vazias
rima não é meu forte.
E tenho muita sorte,
no meio de tantos, você
entre todos os olhares
quando o meu encontrou o seu
foi como estar no céu
depois de tantos beijos, sua boca
tantas história depois, a nossa
um começo simples, como bossa
nosso próprio filme de amor, com pipoca.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Câncer com Câncer
Canceriano cego de amor profundo, canceriano sofre mais que todo mundo.
Todo canceriano observa mais do que age, mas age muito mais do que fala.
Canceriano tolo, bobo, carinhoso...
Câncer é uma palavra forte, lembra dor, sofrimento, uma doença.
Mas ser canceriano é suave, é bonito e quase sempre alegre.
Sou canceriana de corpo, alma e principalmente coração de manteiga.
Eu e ele, um só signo, um só coração apaixonado por outro canceriano.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
- AH! Tudo que é docinho e simples me agrada...
- Precisa colocar seus escritos mais fortes, mais marcantes.
- Que nada, esses eu guardo para serem cuspidos entre dentes com aflição, necessidade e ódio.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Em 24 de dezembro
É tudo tão complexo e relativo, deixo pensamento vagos pelas ruas por onde passo, deixo meus neurônios ouriçados e logo depois esqueço o porque de tanta agitação.
Neurose, psicose...
Estou cansada e insatisfeita, com todos os outros, com todos os tolos.
Meu olhar, nada superior, analisa as mãos, bocas, e dentes... Aqueles olhares me olhando de volta nada inocentes.
Rimas sem sentido, vida sem motivo, solidão, confusão, melhor eu tentar dormir, fecho os olhos e o meu mundo sai do chão.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Menininho
Quero sair correndo, procurando um abrigo
Que seja nos seus braços, melhor aconchego
Preciso de sossego
Sonhei contigo noite passada
E acordei desesperada, assustada
Olhei para o lado e nada...
Onde está você?
Sinto que está perto, mas onde?
Não se enconde de mim
Deixa sentir seu cheiro, seu calor
Seu olhar me analisando, me despindo
sem pudor.
Me leve pra nossa casa, nossa vida
que hoje só nos sonhos habita.
Vem chegando de mansinho,
Eu te amo menininho...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Sempre Mais
realize sonhos esquecidos.
encontre velhos amigos, faça novos amigos.
não seja leviano com o coração dos outros,
não se preocupe demais com o futuro, viva o hoje!
rasgue velhas cartas de amor, guarde as lembranças,
sonhe com algo impossível.
seja otimista sempre, a vida só dá errado se você pensar que ela pode dar,
viva, sonhe, sempre ame.
não aconselhe demais os outros, se conselho fosse bom a gente vendia.
não durma mais do que deve, aproveite mais o seu tempo, TEMPO, é precioso demais você nunca saberá quando vai perdê-lo pra sempre.
não tenha medo da morte, talvez ela seja só uma passagem pra outra vida, ou não.
não tenha medo do escuro, ele só esconde o que você já viu quando a luz estava acesa, ou não.
sempre busque a felicidade, mas não esqueça de viver, viver é o melhor caminho para encontrar a tão sonhada, esperada e idealizada FELICIDADE.
mesmo que nós estejamos bem, sempre estaremos querendo mais: mais felicidade, amor, paz, tranqülidade, um pouco mais de dinheiro, mais cinco minutos de sono. mas sempre SONHE.
_____________________________
Após essa leitura, indico esta música: Alexia Bomtempo - MAIS
sábado, 11 de outubro de 2008
Ahhh l'amour
De tanto todos dizerem que não existe amor sem dor e sofrimento, isso é quase lei, mas digo com conhecimento de causa que há sim um amor livre do sofrer, amor simples e bonito, amor-companheiro, intenso e feliz pelo simples fato de ser amor.
Amor que foge às tendências do mercadológico mundo moderno, que hoje as pessoas são como objetos: "Peguei 5 noite passada".
Além disso ainda existe a tal banalização do amor, ora essa minha gente como pode um sentimento tão bonito assim ser dito assim pra qualquer um?!
Então, pegue ou cate quantas ou quantos quiser, se entregue a qualquer um(a), e assim continue só sonhando (ou sonhando só) com o verdadeiro amor eterno (sim, ele existe).
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
um pouco de nós
meu coração acelerado
de repente pára
(tutum, tutum...tum...)
o tempo não é amigo
sempre que estou contigo
ele corre
(tictactictactictac)
meu amor por você
seu amor por café
eu querendo te morder
você rindo do meu pé
é eterno, verdadeiro
um amor companheiro
sereno e confiante
meu amor, meu amante.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Quem Sou Eu
certas vezes sou menina, outras tantas sou mulher,
sou pequenina mas sei ser grande se quiser.
já quis algo e não pude ter,
desejei nunca perder,
mas nessa vida de batalha falhas podem acontecer.
vou vivendo desejando o que de melhor a vida quiser me conceder.
e assim sou Daniela, muito prazer!
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
na repetição da vida
domingo, 20 de julho de 2008
sobre amor e liberdade
sonhei que te fazia um amor louco
não estou querendo pouco
quero tudo e algo mais que valha
me cansei desses canalhas
quero ir pra outro mundo
que não seja assim tão sujo
quero lágrimas e dor
com um pouco de calor
quero sexo e coragem
quero toda a libertinagem
e também a liberdade
não quero contar a idade
vamos logo sem demora
uma fruta: amora
uma hora: agora
imediatamente a felicidade
sangue, suor e igualdade
quero desregramento
e que não tenha sofrimento
sonhar sem medo
quero orwell, piva e malatesta
vamos todos a uma festa
no inferno de todos os santos
aos trancos e barrancos
vou levando meu amor
por essas ruas sem pudor
e na nossa história
toda honra e toda glória
agora e para sempre
ao infinito e além.
sábado, 19 de julho de 2008
querer
meu bem quer,
meu bem me quer,
quer o meu bem,
querubim.
meu bem querer,
quer me querer,
sem querer,
querendo querer,
quero você,
quer ser,
crescer.
sábado, 12 de julho de 2008
pra sempre adeus!
pode ser amanhã depois, você quem sabe...
e agora, quer fugir?
então corra pra longe de mim,
não consegue ver que assim não vai mudar nada?!
não falarei mais com você,
mas dentro de ti ainda há muito mim.
suas coisas continuam iguais,
as minhas mudaram, com frete pago pra longe, muito longe de você.
eu saí da sua vida sem pedir pra voltar,
e por mim assim continuará.
pare de insistir tentando negar!
corre corre! some daqui, vá pra lá, não me torre!
fique aí com sua loira gelada, a morena quente agora está ausente!
sem carinho, você se perdeu no caminho.
agora não há tempo de voltar atrás
não quero te ver nunca mais!
adeus!
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Quero fazer poesia!!!
quis fazer poesia
mas é um absurdo
ter que rimar, fria
ão com ia
joão com maria
sei falar de alegria
mas escrever, só amor
que rima com ardor
calor, sabor, fervor
torpor?
Quero rima pobre
mas que seja nobre
não precisa ser ouro,
pode ser de cobre.
Sem forçar demais
não adianta correr atrás
porque rima boa e bonita
não é qualquer um que faz.
deixo pra quem sabe mais....
(Um dia aprendo, se é que isso se ensina!)
quarta-feira, 25 de junho de 2008
não sei usar pontuação
do dia de amanhã que irei te encontrar
saciar minha vontade de te amar
pode ser carnal, ou só de imaginar
"a gente faz amor por telepatia"
e sendo real ou não, me dá tanta alegria
viver e ter você comigo
poder dizer que eu tenho um amor amigo
não sei usar pontuação
é tudo uma alucinação
uma mistura louca
vontade de beijar sua boca
tirar essa roupa
tomar suco de poupa
qualquer rima é pouca
parece boba
rouca
quero te ter aqui
me chame e eu vou aí
ninar você
mas não devo esquecer
nem enlouquecer
porque amanhã vou poder te ver!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
um futuro para dois
a vida pulsa no meu peito
coração!
no futuro de nós dois algo em comum
vamos, segura minha mão!
pra nós uma geladeira,
fogão, livros e colchão
bote aí também uma garrafa de café
três, se você quiser.
o tempo voa como o vento
eu mais você, todo esse sentimento (leia-se amor)
te quero sempre junto
com você vou a qualquer lugar do mundo.
que sorte eu dei,
quando te encontrei!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
sobre tudo e nada
pelas madrugadas ardidas em frio
ruas inundadas pelo caos pacífico
passivo
omisso
nocivo.
gargantas cortadas pelo bem
e pelo mal, soldados plantando árvores de natal.
pare agora, ainda há tempo
não corra, não mate, não morra
por isso ou por aquilo, mas por você.
no mundo dos mortos não serás nada
já no dos vivos ainda és algo
nem que seja só mais um na multidão.
ilusão, distorção, aniquilação
rendição, ordenação, submissão.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Pra você
No meio do caminho, sem paradas
Seguindo o teu olhar
Por onde quer que ele vá.
Não sei ao certo onde ir
Só quero lhe ver sorrir
Te quero sempre aqui.
Se algum dia você partir
Não sei o que faria sem ti.
Não canso de tentar dizer
O que meu olhar não consegue mais esconder
Acho que você deveria saber
Que eu fui feita só pra você.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Me tornei sua menina
Para descançar dos meus cansaços,
Sonhei que te fazia um poeminha
Falando de teus olhos e teus abraços.
Recordei-me ainda da amargura que eu tinha
Antes de avistar teus traços.
Segui os teus passos
Trouxe você pra vida minha.
Desejei imensamente a tua boca
Quis te agarrar, que louca!
Foi então que um bilhete lhe escrevi,
E nos teus olhos curiosidade vi.
Passou-se uma semana
Para se cumprir minha sina,
Nesse dia me tornei sua menina.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Na Insônia de 03 de Junho
me traz calor o doce bolo no forno.
O tambor no ouvido, bate no coração,
o rancor no peito maltrata o cidadão.
A poeira que coça o nariz,
fica espirrando que nem chafariz.
Rima mal feita afasta o leitor,
talvez se eu falar amor...
Lágrima salgada,
agora chove, estou molhada .
O frio lá fora, sem você
não demora!
Já é tarde,
olha a hora!
Vou dormir pra contigo sonhar,
e quando acordar,
assustada (atrasada)
continuar sonhando, acordada.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Nova Vida, Velho Amor
Cheguei na minha nova casa, tinha as paredes amarelas, um amarelo esverdeado igual a sua camisa furada na manga.
Meu novo emprego, esse eu podia jurar que não teria nada que fosse me lembrar você, mas tinha sim, no meu emprego tinha um espelho grande em frente a minha mesa e toda vez que eu olhava pra mim, lembrava de você, pois mesmo que eu mude pra mais de mil km de distância dos seus olhos, eu nunca deixarei de ser sua.
Odeio as músicas que tocam nas ruas, ou nos lugares onde vou, tudo me lembra você ou me remete a outras coisas que me fazem lembrar dos seus olhos castanhos, dos seus cachos cor de mel, da sua boca rosada, do seu cheiro de alecrim.
Não estou afim de terminar como aquelas mulheres amarguradas, que só sabem ficar lembrando, chorando e se lamentando. Não tenho gostado de me sentir uma perdedora, não gosto daqui, não quero mais ficar longe.
Me aceita de volta na sua vida?
Sem você na minha, não tem mais graça.

